DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

 

Influenza

 

A influenza é uma doença respiratória aguda causada por uma família de vírus conhecida como Orthomyxoviridae (vírus da influenza). Algumas vezes as doenças respiratórias podem ocorrer sob a forma de uma epidemia mundial e já tem sido responsável por milhões de mortes no mundo inteiro neste século. São conhecidos pelo menos três tipos imunológicos de vírus da influenza (ortomixovirus): tipos A, B e C. O tipo A é altamente variável do ponto de vista antigênico, o tipo B também é pouco variável enquanto o tipo C é estável; destes, o tipo A é o maior responsável por epidemias mundiais.

 

PROPRIEDADES DOS ORTOMIXOVÍRUS

 

Os mixovirus têm afinidade pelas mucinas e envoltório capaz de se ligar a glicoproteínas de superfície celular. São esféricos e medem cerca de 100 nm de diâmetro, são compostos por sete proteínas estruturais diferentes (PB1, PB2 e PA, NP – nucleoproteína, M – proteína de matriz, HA – hemaglutinina e NA – neuraminidase). Esses vírus são relativamente resistentes e podem ser conservados a 0-4o C durante varias semanas sem perda da viabilidade. O éter e desnaturantes protéicos destroem a infecciosidade.

 

PATOGENIA E PATOLOGIA

 

O vírus propaga-se de pessoa a pessoa através de perdigotos ou contato direto ou indireto. As células do epitélio respiratório podem ser infectadas quando as partículas virais ai depositadas não forem removidas pelo reflexo da tosse ou escaparem à neutralização pelo anticorpo IgA específico preexistente. Os virions propagam-se rapidamente para células adjacentes. A NA destrói a viscosidade da película de muco no trato respiratório. A seguir, as células do trato respiratório são infectadas e, eventualmente destruídas. O período de incubação vai de 1-4 dias podendo variar, dependendo do estado do hospedeiro. Os sintomas aparecem a partir do quinto dia, atingindo o máximo dentro de 24 horas. Após o inicio da disseminação viral, pode-se detectar o interferon nas secreções respiratórias do hospedeiro. As infecções pelo vírus da influenza levam a destruição das células da superfície do trato respiratório fazendo com que reduza a resistência deste as bactérias como Staphylococcus, Streptococcus e Haemophilus influenza.

 

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

 

 

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

 

O diagnóstico da influenza baseia-se no isolamento do vírus, identificação dos antígenos virais nas células do paciente ou demonstração de resposta imunológica especifica do paciente, pois as características clínicas das infecções respiratórias virais podem ser reproduzidas por vários vírus diferentes.

 

EPIDEMIOLOGIA

 

Existem variações quanto aos três tipos de vírus de influenza, por exemplo, o tipo C não possui relativa importância pois não provoca epidemias, já o tipo B por vezes pode provocar alguma epidemia enquanto o tipo A pode levar a epidemias mundiais conhecidas como pandemias. O inverno é a época de maior incidência da influenza podendo chegar ao máximo. Os surtos periódicos ocorrem devido às mutações antigênicas das proteínas de superfície, que resultam em uma população mais susceptível, quando uma nova cepa provoca uma nova epidemia.

Estima-se que a cada 10-40 anos um novo subtipo de vírus da influenza deva surgir, quando levam a uma pandemia.

 

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

 

A amantadina e a rimantadina são agentes antivirais de uso sistêmico para a prevenção da influenza tipo A. Estes agentes impedem a replicação viral. Não funciona contra a influenza B ou C e podem produzir efeitos no SNC, como tontura e insônia, principalmente em idosos. A aspirina deve ser administrada para reduzir a cefaléia, exceto em menores de 16 anos, pois pode desencadear nestes a síndrome de Reye.

 

PREVENÇÃO E CONTROLE

 

O principal método de prevenção da influenza são as vacinas com vírus inativados, entretanto algumas características dos vírus dificultam a prevenção e controle da doença através da imunização. Ao passo que os vírus sofrem mutações antigênicas as vacinas continuam obsoletas. Alguns outros problemas também surgem, pois as imunizações anuais podem reforçar os níveis de anticorpos contra cepas irrelevantes às quais a pessoa já foi exposta.