ESTADO DE MAL EPILÉTICO


       Pode ser caracterizada por queda abrupta, perda súbita da consciência, movimentos desordenados da musculatura corporal, bruscos e involuntários ( agita-se todo o corpo, com batimentos da cabeça, braços e pernas, e a face fica como que retorcida, simulando expressões faciais agressivas, com olhos revirados para cima ). Início súbito, aumento da atividade glandular com salivação e vômitos. Muitas vezes ocorre relaxamento de esfíncteres, com micção e evacuação involuntárias.

         Como um curto-circuito, a convulsão é gerada por descargas elétricas desordenadas dos neurônios. O termo correto é crise epiléptica, mesmo que a pessoa não sofra de epilepsia. Para alguém ser considerado epiléptico, é necessário haver mais de uma crise.

         Após a crise, a pessoa sente dores musculares, mal-estar, dor de cabeça, dificuldade de concentração e sonolência. Em alguns casos há fraturas por causa da contração muscular, ou devido a quedas e traumatismos durante a crise convulsional.

         As crises epilépticas podem ser controladas, na maioria dos pacientes, com medicamentos simples. É importante não apenas o correto atendimento da emergência; depois de prestado o socorro, mantenha a pessoa sob acompanhamento para descobrir as causas, prevenir crises e educar o paciente a não interromper a medicação sem controle médico. Como as crises são imprevisíveis, o tratamento tem que ser contínuo, ao menos por um período de dois a quatro anos. Se as crises continuarem apesar dos remédios, o tratamento deve prosseguir, e a decisão de sua interrupção deve ser tomada pelo especialista na área.

         As variações de sintomas dos pacientes são explicáveis pela variedade de locais do cérebro que podem ser a origem do foco convulsionante, possibilitando crises generalizadas em toda a superfície cerebral, e que atingem todo o corpo, ou crises parciais, que envolvem apenas uma região do cérebro, tendo efeito em apenas uma parte do corpo. Dependendo da área cerebral afetada, a pessoa não entra em convulsão, mas experimenta outras reações, como dormência em partes do corpo, alucinações, zumbidos , fortes contrações musculares, salivação, perda de consciência e torção da cabeça enquanto os olhos se voltam para o lado oposto. A pessoa sente um profundo mal-estar, suor em excesso, rubor na face ou palidez. 

Possíveis causas de convulsão (crise epiléptica):

-  Cerebrais: tumores, acidentes, malformação cerebral em crianças pequenas, seqüelas de derrame cerebral, epilepsia, anoxia.

- Não cerebrais: uso de drogas, crises de abstinência de drogas, alterações metabólicas, febre muito alta, intoxicações  por diversas substâncias químicas, picada de aranhas. 

Prevenção:

        A prevenção da epilepsia e, portanto, das crises epilépticas, liga-se diretamente às condições de vida e à assistência médico-sanitária: cuidados pré-natais e de parto às gestantes, cumprimento do calendário de vacinações nas crianças, controle de doenças infecciosas e parasitárias e seus sintomas, cuidado com a febre em crianças. São medidas que podem evitar o surgimento da doença na infância. O controle da hipertensão arterial sistêmica e do alcoolismo, e a prevenção do uso de drogas, entre outros, contribuem para a profilaxia na idade adulta.

         Uma vez instalada a doença, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, significam a prevenção de crises, do estigma e das seqüelas físicas, profissionais e sociais. 

Como agir com uma pessoa em crise:

-   manter a calma, tranqüilizando quem quer que esteja testemunhando a crise;

-  deitar o paciente de lado, para evitar que aspire secreções ou vômito para os pulmões;

-  afrouxar as roupas, retirando as que estiverem em excesso, em especial a roupa ao redor do pescoço, como a gravata, para evitar dificuldades de respiração. Retire do corpo da pessoa todos os objetos que possam machucá-la, como pulseira, colares e óculos;

-  colocar entre os dentes um lenço ou outro pano grande dobrado, que não possa ser engolido pelo paciente, para impedir que ele morda a língua ou os lábios, a manobra deve ser cuidadosa, para que o socorrista não seja mordido;

-  não segure a vítima, deixe-a debater-se, protegendo-lhe a cabeça e os membros;

-  não tente reanimá-la, jogando água ou dando-lhe algo para beber ou cheirar e nem dando-lhe tapas;

-  não segure a língua da vítima, ela não o engolirá;

-  durante a crise observe as partes do corpo que estão apresentando movimentos convulsivos, para relatar posteriormente ao médico;

-  transporte-a com segurança, depois de cessada a crise, para que receba atendimento especializado;

-  chame um médico ou ambulância caso a crise ultrapassar 3 minutos, ou ocorram crises múltiplas;

-  não transporte o paciente no momento da crise.