Quem tem informação é mais competitivo


Autor: DALFOVO, Oscar e AMORIM, Sammy Newton
Editora: Editora Academica
Local: Blumenau - SC
Tel: (0xx47) 322-3969 / 322-3662
academic@bnu.matrix.com.br

Capitulos:
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO *

1.1 AFINAL, O QUE É O COMPUTADOR ? *

1.2 O QUE SIGNIFICA ? *

1.3 O QUE É HARDWARE ? *

1.4 O QUE É SOFTWARE ? *

1.5 QUE EQUIPAMENTOS COMPÕEM O COMPUTADOR ? *

1.6 FASES DE RESOLUÇÃO DE UM PROBLEMA EM COMPUTADOR : *

2 INFORMAÇÃO E SISTEMA * 2.1 SISTEMAS *

2.2 INFORMAÇÃO *

2.3 A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO *

2.4 A INTEGRAÇÃO DA INFORMAÇÃO *

2.5 GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO *

2.5.1 Estratégia Da Informação *

2.5.2 Gerência Das Informações *

3 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO * 3.1 DIVISÃO DO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO *

3.2 EXEMPLO DO DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO *

3.2.1 Especificação Do Sistema *

3.2.2 Apresentação Das Telas *

4 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO * 4.1 AUTOMATIZAÇÃO DE FUNÇÕES EM DECORRÊNCIA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO *

4.2 VANTAGENS EM USAR A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO *

4.3 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, USAR OU NÃO USAR. *

4.4 SISTEMAS ESPECIALISTAS *

4.4.1 Sistemas Baseados Em Regras De Produção *

4.4.2 Raciocínio E Encadeamento *

4.4.3 Ferramentas Para Desenvolvimento *

4.5 DATA WAREHOUSE *

4.5.1 Data Warehouse Como Solução *

4.5.2 Roteiros Para Construir Um Data Warehouse Dimensional *

4.5.3 As Nove Etapas *

4.6 RACIOCÍNIO BASEADO EM CASOS *

4.7 DATA MINING *

4.7.1 Prospecção De Conhecimento *

4.7.2 Requisitos De Um Data Mining *

4.7.3 Funções Do Data Mining *

4.7.4 Classificação *

4.7.5 Técnicas De Data Mining *

5 VISÃO DO NEGÓCIO - EMPREENDEDORISMOS * 5.1 MODELAGEM DE NEGÓCIO *

5.1.1 Modelagem Estratégica *

5.1.2 Modelagem Funcional *

5.1.3 Modelagem De Dados *

5.2 EMPRESAS MODERNAS *

5.3 EMPREENDEDORISMO *

5.3.1 Existem Dois Tipos De Empreendedor *

5.3.2 Passos Para Montar O Negócio *

5.3.3 Passos Para Montar O Plano De Negócios *
 
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS *
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  1. Introdução
No Brasil, as empresas têm sofrido, recentemente, fortes pressões de mercado. As pressões são especialmente dos países do primeiro mundo, cujas bases tecnológicas e estratégias mercadológicas se expandiram enormemente. As estratégias de mercado dos países de primeiro mundo têm provocado fortes reações nos executivos brasileiros, em quase todos os setores, especialmente, através da busca, junto ao governo central, de indulgências fiscais para a exportação e aumento das barreiras alfandegárias. Os executivos brasileiros, encurralados, de um lado, por produtos com preço e qualidade competitivos para o mesmo mercado e, de outro, por um aparente despreparo para situações de extrema competitividade, começam a definir suas estratégias para competir no mesmo nível.

Conforme EILON (1989), para o entendimento e despreparo das estratégias competitivas, os executivos, de todos os níveis das empresas estão sendo, apenas tomadores de decisões. Os executivos enfrentam uma grande quantidade de questões de várias complexidades, tendo que tomar decisões sob grandes pressões, algumas vezes com pouco tempo para que seja feita uma análise detalhada das alternativas e resultados. Uma vez entendido esse, despreparo, o executivo, provavelmente, vai ao encontro dos objetivos e metas impostas pelas organizações.

Segundo BASU (1986), para que a empresa alcance os objetivos desejados, a habilidade de tomar decisões rápidas e eficazes é de vital importância para ambos, o administrador e sua organização. A meta de qualquer executivo é manter sua empresa funcionando com lucratividade. Automatizar os processos de produção, eliminar o fluxo de papéis e, ao mesmo tempo, garantir a efetividade da comunicação na organização é, em princípio, o caminho mais lógico. A questão é saber, basicamente, qual o caminho mais efetivo para garantir a capacidade competitiva da organização, sob o ponto de vista estrutural. Aparentemente, há dois processos lógicos que levam a este objetivo: um orienta-se para a automação dos processos produtivos, o outro ocupa-se com as atividades administrativas dos sistemas, já que a organização, como um todo, não pode prescindir dos processos administrativos.

Um outro fator importante a levar em conta nas tomadas de decisões é o ciclo das atividades, de um modo bastante resumido, as atividades empresarias passam pela decisão, execução e controle. Decidir é escolher entre alternativas, obedecendo a critérios previamente estabelecidos. Estas alternativas poderão ser os programas, os objetivos ou as políticas. A tomada de decisão também envolve um ciclo e é fundamental a existência de informações apropriadas a cada uma das fases do ciclo. Exemplificando, conta WANG (1995) que instalou uma placa de Fax / Modem no seu computador, para acessar a Internet e enviar alguns Fax. Chamou o técnico para instalar uma nova linha telefônica, e ele foi muito prestativo. Ao examinar o local, o técnico disse, "Acho que o senhor escolheu o lugar errado, aqui não vai ficar bom. Por que não o coloca ali? Posso instalar a linha ali com a mesma facilidade". Em suma, o técnico não lhe disse para quem mandar seus Fax ou o que dizer neles. A Wang cabe tomar decisões e, ao técnico, dar-lhe a ferramenta.

Antes de entendermos como funciona e para que usamos a informação, é recomendado que o executivo esclareça alguns dos problemas administrativos que estão ocorrendo com o administrador. Constatamos, conforme se pode ver no final desta dissertação, através das respostas subjetivas dos empresários, que há, por parte deles, uma grande resistência ao uso do computador. Isso deixa transparente a existência de um elevado grau de iliterância acerca do uso da tecnologia de informação. Em boa medida, esta iliterância tem suas raízes históricas. WANG (1995) conta que a primeira conferência sobre administração da qual se tem notícia foi organizada em 1882 pelo Correio Alemão. O tema era "Não ter medo de usar o telefone", e foram convidados apenas executivos chefes. Curiosamente, ninguém compareceu à conferência. Os convidados sentiram-se insultados, pois era cultura corrente que o telefone era para subalternos. Similarmente, em nossos dias, a atitude de vários executivos pesquisados demonstrou que esta cultura, em relação ao computador, ainda não mudou. Durante a pesquisa observamos claramente que os empresários escondem sua iliterância em relação ao computador atrás de uma atitude de "déspota esclarecido". Em outras palavras, usar computadores ou Sistemas de Informação, para eles, é importante, mas afeta apenas os seus subalternos e assessores.

Para auxiliar esta iliterância em computação serão demonstrados, a seguir, alguns conceitos básicos em computação, que haverão de familiarizar o executivo com o computador. O computador haverá de ajudá-lo, assim, na resolução de vários problemas como, por exemplo, os que dizem respeito a volume de Informação, tempo de resposta, aumento de informações, custo operacional, qualidade e produtividade, controle e alocação de recursos e planejamento de projetos. O computador poderá auxiliar o executivo em termos de capacidade de processamento, velocidade, relatórios, consultas On-Line, consultas em tempo real, controle gerencial e controle estratégico.